Entre os meses de maio e de julho de 2009, no Informativo de circulação mensal da Paróquia de São Lourenço Mártir, “O Missionário”, nas duas Edições, números 15 e 16, Ano 02. A FACULDADE VICTOR HUGO esteve presente sendo representada pelo acadêmico João Bosco de Leles do 6º período do Curso de Pedagogia em um Artigo por ele resumido para esta edição descrita logo abaixo.
Neste artigo, procuraremos exortar a importância do cidadão para o soberano exercício do conhecer o partido, de modo consciente.
CANDIDATO OU PARTIDO
Muitos de nós não damos pouca ou nenhuma importância ao Partido Político, pelo qual o meu ou o seu candidato está a concorrer, esquecendo-se de que, ao votar, estamos votando, primeiro no Partido. A todos os candidatos que escolhemos quer sejam municipais, estaduais ou federais, votamos primeiramente no número do Partido e posteriormente no candidato escolhido. O sistema de tudo começar com o número do Partido se justifica na evidência de que nossa democracia é partidária, isto é, preocupa-se (ou vota-se) primeiro no ideário (a causa); ao depois, naquele que, defensor desta causa, quer chegar ou permanecer no poder. E o voto se torna ainda mais obrigatório quando nos deparamos com o desvio de conduta de alguns daqueles que, em eleições passadas, confiamos seus nomes nas urnas. Parar de votar ou omitir nessa hora é ato de irresponsabilidade; sabendo-se que o indesejável voto em BRANCO ou NULO (após a Lei 9.504/97, se equivalem) acaba somando com os outros votos válidos, alguns até destinados a candidatos não qualificados à verdadeira ética democrática. Assim, conscientize-se eleitor (a), que se não votar em alguém especificamente, vote no Partido de sua preferência, mas vote.
Não sabemos, por hipossuficiência cultural ou por mera comodidade, a exata força que temos. Pois aí está: eleitor (a), nossa modesta exortação ao seu poder de comandar este País diretamente, elegendo, validamente, seu bom representante (Presidente, Governador, Senador, Deputado ou Vereador), através do VOTO, que deve ser absolutamente consciente. Não se omita, pois a Nação é sua família maior, a carece do seu comando. O voto é sua consciência cívica. Não se curve não se venda não entregue seu poder. O fim da corrupção depende de você. Se você refletir e agir assim, as nossas cidades, sem dúvida, terão dias melhores. Esperamos que dê início à reação com seu voto válido nas próximas eleições em um CANDIDATO ou PARTIDO de sua preferência.
POLÍTICA PARTIDÁRIA
Significa a luta pelo poder, para conquistar os governos municipais, estaduais e federais. O partido é parte e parcela da sociedade, não de toda sociedade. Cada partido tem por trás interesses de grupos ou de classes que elaboram um projeto para toda a sociedade. Ao chegar ao poder de estado (governo) deve comandar as políticas públicas conforme o seu programa e sua visão partidária dos problemas.
O PERFIL DO PARTIDO E DOS CANDIDATOS
Com referência à política partidária, é importante considerar os seguintes pontos:
- Ver qual é o programa do partido;
- Ver como o povo entra neste programa: foi discutido nas bases?
- Prevê-se a participação do povo, mediante seus movimentos e organismos das comunidades?
- Ver quem são os candidatos que representam o programa do Partido: que biografia tem; se sempre mantém uma ligação orgânica com as bases; se são verdadeiramente aliados e representantes das causas da justiça e da mudança social necessária, ou se querem manter as relações sociais assim como são, com as contradições e até injustiças que encerram.
Bastam estes critérios simples para se perceber o perfil do partido e dos candidatos, de DIREITA (se querem manter inalterada a relação de forças que favorece os que estão no poder), de ESQUERDA (se visam mudanças estruturais para superar estruturas perversas que marginalizam as grandes maiorias) ou de CENTRO (os partidos que se equilibram entre a esquerda e a direita, procurando sempre vantagens para si e os grupos que representam). Por ser parte e não toda a sociedade, a política partidária é por si mesma conflitiva; é uma verdadeira luta de partes contra outras partes, de visões, opiniões, programas, discussões permanentes entre políticos que vivem se confrontando. Tudo isso pertence à lógica da política partidária. As acusações, os dossiês, as sátiras, as segundas intenções pertencem ao jogo político-partidário. Em tudo o que diz e faz, pensa nos eventuais ganhos ou perdas para si e para o seu partido.

Por João Bosco de Leles (Catequista, Membro do Movimento Fé e Política e aluno do último período do curso de Pedagogia da Faculdade Victor Hugo), Síntese do texto sobre fé e política de Leonardo Boff, em ocasião de uma conferência proferida aos Membros do Movimento na cidade Carmo do Rio Claro/ MG, da Diocese da Campanha/ MG.